Monster Hunter Rise: o glorioso retorno da série com a Nintendo?


Com o grande sucesso de Monster Hunter World, lançado em 2018 para PlayStation 4, Xbox One e PC, por um momento parecia que o futuro da popular franquia da Capcom seria longe dos consoles da Nintendo. Entretanto, surpreendendo a todos, a empresa anunciou em 2020 o jogo Monster Hunter Rise para Switch, revivendo os dias de glória da série nas plataformas da “Big N”.

Utilizando o mesmo motor gráfico de seu antecessor, Rise é um jogo que, apesar de bonito, deixou fãs preocupados a respeito de sua jogabilidade no Switch, um console menos poderoso em comparação aos seus rivais. Felizmente, para ajudar a acalmar essas dúvidas, a Capcom recentemente liberou uma demo, nos permitindo um gostinho da experiência que virá em março.

Screenshot da demo de Monster Hunter Rise

Na demo, jogadores podem experimentar duas missões diferentes e alguns tutoriais que ensinam sobre as novas mecânicas do título. Com o objetivo escolhido, o próximo passo é a criação de personagem, com visuais pré-definidos já sendo oferecidos ao invés de incluir a customização tradicional. Por felicidade, ao menos a classe pode ser escolhida.

Logo de cara, fãs da série poderão se sentir bem em casa, sendo jogados em um ecossistema composto por ricos detalhes e criaturas bem familiares. Aliás, esse será um dos cenários principais do título e o palco de caças aos mais variados monstros, o que é feito através de uma combinação de sistemas de jogabilidade típicos da franquia.

Em adição às mecânicas já esperadas, o novo jogo também traz algumas novidades para balançar um pouco as coisas. O destaque principal das novas adições é o “Wirebug”, um inseto que se torna uma ferramenta muito útil, permitindo que o jogador o utilize como um tipo de corda para alcançar lugares mais altos e dominar alguns monstros.

Screenshot de Monster Hunter Rise

Se provando um dos melhores utensílios em caçadas, o Wirebug se torna essencial para a exploração pelo cenário. De forma semelhante a Monster Hunter World, os mapas aqui não são divididos por telas de carregamento, resultando em muitos locais escondidos e difíceis de alcançar aguardando pelo jogador.

Como já mencionado, o inseto também permite que jogadores dominem monstros, mais especificamente os de porte grande. Assim, por um tempo limitado, torna-se possível realmente controlar uma das enormes criaturas do jogo para derrotar outras menores, abrindo um novo leque de possíveis estratégias de combate.

Falando em novidades, outra que merece ser mencionada é o fato de que além de felinos antropomórficos, os Palico, caçadores também podem contar com a ajuda de um lobo Palamute. Esses companheiros não apenas servem como uma força extra em batalhas, mas também como montaria, agilizando as viajens para destinos mais distantes.

Screenshot da demo de Monster Hunter Rise

Adicionalmente, algo que certamente agradará aqueles que jogaram Monster Hunter World será o retorno de todas as armas do título e suas respectivas habilidades. Apesar de ainda reterem o mesmo estilo de jogabilidade, alguns ajustes menores foram feitos na efetividade de cada arma, com algumas se tornando mais úteis e outras, menos.

Ademais, jogadores de títulos anteriores da série não encontrarão muitos obstáculos para se acostumar com os controles de Rise, já que estes ainda mantém um bom nível de familiaridade. Essencialmente, o jogo em si se apresenta como uma versão alternativa de World, sendo bem otimizado para o console híbrido da Nintendo, sem quedas de perfomance ou anomalias.

Screenshot da demo de Monster Hunter Rise

Conhecendo bem as limitações impostas pelo Switch, parece que a RE Engine, o motor gráfico do jogo, é versátil o suficiente para utilizar todo o poder do console, mesmo sem as especificações técnicas de um PS4 ou Xbox One. O jogo é visualmente lindo e quase pode ser comparado ao seu antecessor.

Claro, o número de monstros que vemos na demo é pequeno, apenas uma fração do que teremos no produto final, mas o que temos já serve para nos dar um gostinho do que encontraremos dentro de alguns meses. Neste curto tempo pudemos ver tanto grupos de inimigos pequenos, como também alguns maiores e mais poderosos e até outros que são inofensivos.

Finalmente, na demo também pudemos experimentar um pouco do modo multiplayer, tanto local como online. Não encontramos problemas de conexão, o que é sempre agradável, e no geral a jogabilidade foi tranquila e divertida. Inclusive, vale notar que o jogo oferece opções de mensagens instantâneas, algo muito útil para indicar algo a outros jogadores.

Screenshot da demo de Monster Hunter Rise

A julgar pela demo, Monster Hunter Rise será tão bom quanto os outros títulos da série, continuando assim a sequência de jogos de sucesso já mantida por alguns anos. A Capcom conseguiu encaixar toda a qualidade técnica de World dentro do Switch, trazendo não apenas uma boa jogabilidade, mas também belos gráficos e um divertidíssimo modo multiplayer para os donos do Nintendo Switch.

Monster Hunter Rise chega no dia 26 de março exclusivamente para Switch. Interessados em experimentar a demo podem fazer o download através da Nintendo eShop, onde ela continuará disponível até o dia 31 de janeiro.

 

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Erick Figueiredo

Estudante de jornalismo, fã de café e dono do canal Carinha que Joga. É um fã incondicional de Sonic, tendo Sonic Adventure 2 como seu jogo favorito de toda a franquia. Gosta de quase todos os estilos de games, sendo principalmente um grande fã de JRPGs. Breath of Fire IV e Final Fantasy VIII são 2 de seus RPGs favoritos. Também curte a série MGS, Blazblue, Persona, Megaman e outras.