HOME > PlayStation > Final Fantasy VIII Remastered – Modernizando um título fantástico

Final Fantasy VIII Remastered – Modernizando um título fantástico

Final Fantasy VIII Remastered Review

Para mim, é difícil falar sobre Final Fantasy VIII de uma maneira imparcial. O título é um dos meus jogos favoritos de todos os tempos. É um dos títulos sobre os quais eu sempre terei maravilhas a falar, seja por puro viés ou por querer defende-lo em meio à legião de fãs que o atacam, reclamando que não foi tão bom quanto seu antecessor.

Por isso, este review é a chance perfeita de treinar essa imparcialidade pois, apesar de adorar o jogo, eu reconheço suas falhas e pontos negativo. Nestas próximas linhas, estarei falando desses dois lados do título original e de sua versão remasterizada, Final Fantasy VIII Remastered.

Logotipo de Final Fantasy VIII Remastered

A fantasia futurística de número 8 

Final Fantasy VIII é, antes de tudo, um jogo diferente. Ele é a culminação de ideias que surgiram em FFVI e evoluíram no sétimo título da série. O ponto principal sendo o seu mundo mais futurístico em comparação a outros jogos da série. Enquanto VII apresentava um mundo mais “punk”, o oitavo decidiu seguir um caminho diferente, modernizando a série para a era em que foi lançado e se afastando de elementos clássicos.

Entre os vários toques de modernidade, este oitavo título principal da franquia traz um mundo mais futurístico, caracterizado por grandes cidades com construções mais atuais, carros controláveis ou andando pelas ruas e até um design de personagem mais realista, sem parecer tanto que saíram de um desenho animado graças à arte de Tetsuya Nomura, que se inspirou na moda pop da época e trouxe para nós um visual que dá a impressão de ser uma série totalmente diferente.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Se Final Fantasy VII já dava sinais de que a série estava indo para um caminho mais realístico e futurístico, VIII foi onde a série se tornou futurística e mais realista.

A versão original foi lançada em 1999 para PlayStation, dois anos após o sétimo título e logo se tornou um dos mais vendidos de toda a série, com impressionantes 9,6 milhões de cópias. FFVIII foi criado por uma equipe totalmente diferente de Final Fantasy VII, contendo membros que se tornariam nomes importantes na Square Enix, como Yoshinori Kitase e Testuya Nomura.  

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Agora, 20 anos desde seu lançamento original, a Square Enix finalmente relançou o jogo para plataformas atuais de forma remasterizada. Diferente dos relançamentos de Final Fantasy VII e IX, os outros títulos originários no PlayStation, o game recebeu uma série de melhorias, incluindo gráficos aprimorados.

É uma roupagem nova e melhorada para um jogo da série tão diferente que buscou inovar a popular série de RPGs.

A moderna aventura de um adolescente 

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Final Fantasy VIII começa de uma forma única e peculiar na série, com uma cutscene intercalando momentos que irão acontecer futuramente, cenas únicas desta introdução e uma luta entre o nosso protagonista e seu rival. Tudo isso ao som de ópera e flashes de palavras, do jeito que Nomura gosta.

Nada do gênero havia sido feito antes na série e isso só mostra o quanto a equipe de desenvolvimento queria se diferenciar do que já havia sido lançado. É um início um tanto estranho, algo que combina com o jogo que é considerado um dos Final Fantasy mais estranhos de todos. 

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

O jogo segue a história de Squall Leonhart, um adolescente estudante da academia militar Balamb Garden. Squall é um adolescente típico — antissocial, o mais bonito do colégio e um dos poucos que sabe manejar uma “Gunblade”. Juntamente de outros estudantes, o protagonista treina todos os dias para se tornar um membro da SeeD, uma força especial de mercenários, cumprindo missões para diferentes clientes espalhados pelo mundo.

A primeira hora de jogo é basicamente Squall completando o seu teste para se tornar um SeeD que envolve não apenas conseguir a invocação “Guardian Force”, mas também partir para completar uma missão oficial a fim de provar aptitude para o trabalho.

Esses primeiros momentos podem ser considerados parte de um grande tutorial e uma boa forma de estabelecer o cenário da história. Além de aprender a jogar, o jogador também poderá adquirir conhecimento sobre o mundo do jogo, incluindo suas nações e política, além de seu papel nessa sociedade fictícia. Ao invés de pular de cabeça na ação como seu antecessor, Final Fantasy VIII prefere lhe introduzir a essa experiência aos poucos.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Enquanto Squall recebe assistência de sua instrutora, Quistis, o personagem é introduzidos aos futuros membros de seu grupo — Zell, um jovem animado e de pavio curto que parece não saber quando ficar quieto, a positiva Selphie e o rival Seifer que se considera melhor que todo o resto. Como parte de uma missão, o quarteto deve ajudar o país de Dollet a deter o exército de Galbadia.

A missão acaba tomando um rumo inesperado e, enquanto Squall, Zell e Selphie são nomeados integrantes da SeeD, Seifer é punido por desobediência.

Celebrando a chegada dos novos membros do esquadrão de elite, é organizada uma grande festa onde Squall conhece uma jovem misteriosa que o encanta e o convida para dançar. Antes que o rapaz possa se dar conta, a dama deixa a festa, lhe deixando chateado. No entanto, mal saberia ele que os dois tornariam a se encontrar muito em breve.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Passados esses eventos, Squall e seus amigos então recebem sua primeira missão como membros da SeeD: auxiliar um grupo de rebeldes a libertar a cidade de Timber. Após alguns problemas e um estranho “sonho” coletivo, os mercenários encontram seu cliente que, surpreendentemente, é Rinoa, a mesma garota de antes. Ela precisa da ajuda dos cadetes para assassinar o presidente de Galbadia e, finalmente, liberar Timber.

Infelizmente, o plano falha e, seguido de Seifer tentando salvar o dia, conhecemos a feiticeira Edea que não apenas convence o garoto a se juntar a ela, mas também acaba obrigando o grupo de Squall a fugir da cidade, buscando refúgio no Garden mais próximo em Galbardia. Lá, é descoberto que o colégio busca eliminar a bruxa e acabar com os planos de dominação mundial do presidente. Aceitando a missão do diretor, os mercenários recebem a ajuda do franco-atirador Irvine.

Assim, a party é reunida, sendo composta por seis personagens bem escritos, além de outros três que também poderão ser controlados mais tarde: o trio Laguna, Kyros e Ward, soldados de Galbadia que, após um acidente, abandonaram o exército e partiram em uma jornada para deter outra feiticeira.

Screenshot de Final Fantasy VII Remastered

A história, apesar de direta e de fácil entendimento, apresenta diversos momentos sugestivos para acontecimentos futuros inseridos no cenário e diálogos de NPCs, algo que somente jogadores dispostos a explorar descobrirão. Pontos da história que alguns podem pensar que não fazem sentido podem ter sido desenvolvidos até mesmo nos minutos iniciais do jogo, cabe ao jogador examinar essa parte específica para mais tarde notar a relevância de algo dito ou escrito.

O coração de um leão 

Squall é um adolescente que, por causa de traumas do passado, decidiu se fechar e isolar das pessoas ao seu redor. Ele não é uma pessoa ruim, apenas não sabe como se abrir e contar com outros. Acostumado à solidão, o protagonista passa a maior parte do jogo em seus pensamentos, até mesmo quando participa de conversas. Quando outros debatem, o personagem sempre comenta algo em sua mente, nos permitindo ler seus pensamentos e se diferenciando dos outros heróis principais da série.

Ao entrarmos na mente de Squall vemos que esse homem de poucas palavras é apenas mais um indivíduo perdido no mundo. Apesar de demonstrar uma personalidade fria e insensível, ele demonstra seus medos e receios em seus pensamentos, não sabendo como expressar esses sentimentos ou preferindo permanecer calado. “Leon” é complexo e, na minha opinião, um dos melhores na questão de desenvolvimento pois o vemos lentamente se abrindo mais com seus companheiros ao decorrer da jornada.

O protagonista também aprende importantes lições de vida, como confiar nas pessoas, descobrir pelo que dele lutar e, principalmente, amar alguém, e é claro que essa alguém acaba sendo Rinoa.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

No meu ponto de vista, um dos melhores momentos de Squall é logo após uma série de acontecimento onde o personagem acaba se casando e, enquanto deitado em sua cama, se sente sobrecarregado de informações de eventos recentes, tentando dizer para si mesmo que pode seguir em frente. Ele revela que se sente sozinho e admite que precisa de ajuda. Nesse momento, Rinoa aparece e o convida para dar uma volta, explicando que ele pensa demais nas coisas e que isso não é saudável. Ela deseja lhe ajudar a se distrair e aliviar um pouco o peso que carrega.

Jogando o Remastered, esta foi a primeira vez em que assisti a cena, visto que para ela acontecer é necessária uma certa escolha. Talvez por me encontrar em uma situação parecida à do Squall, essa cena surtiu um efeito  muito forte sobre mim. O que vemos é um adolescente fechado ao mundo recebendo ajuda de uma garota que, apesar de não lhe conhecer tão bem, gostaria de ser especial para ele.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Eu me identifico com o personagem principal e, talvez por isso, ele se tornou o meu personagem favorito de toda a franquia. No entanto, ele não é o único que evolui. Todos os membros do grupo passam por mudanças importantes, os mudando para melhor e fazendo alguns admitirem seus erros e aceitarem seus medos, como Quistis que acha que não terá sucesso na vida mas descobre que um simples fracasso não é o fim de tudo, ou Zell que amadurece e aprende a ser sério quando a situação exige.

Um estranho mas interessante sistema de batalha 

https://scontent.fsdu8-2.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/69825297_2869830979711631_1540248626092048384_n.jpg?_nc_cat=100&_nc_oc=AQk_eLapik_-WvGbTsWAgWOkQgLkvlx1mdFVxgSyJ80G3XqPL3aXeIf-UK9V6eSOkKwWCC_hGQ0oZh1qRF4Mq4Kw&_nc_ht=scontent.fsdu8-2.fna&oh=979a718b46394408a98b2a5e21920a0d&oe=5DC924FC

Claro, nem só de história se faz um Final Fantasy e, como de costume, recebemos o tradicional sistema de batalha por turnos do sistema ATB que novamente traz novidades.

O combate de Final Fantasy VIII recebeu uma grande adição: o sistema de junção. Através dessa mecânica, é possível conectar uma ou mais invocações Guardian Force (GF) a um dos seus personagens. Neste título, as “Summons” não são apenas invocadas, mas também determinam os atributos de cada indivíduo, ditando quais magias aprenderão e quais ações poderão ser realizadas em batalhas.

Cada GF possui sua própria habilidade e, ao serem equipados, concedem o uso de itens, magias, invocação e, o mais importante, a habilidade “Draw”.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Diferente de títulos anteriores da série, os personagens não aprendem magias através de level up ou itens. Habilidades mágicas podem ser aprendidas de duas formas: usando o comando Draw durante a batalha para absorver magias dos inimigos ou convertendo itens com habilidades de GFs. Assim, é absolvida a barra de MP e habilidades mágicas passam a ser contadas como se fossem itens consumíveis.

No entanto, as magias são responsáveis pelos atributos de seus personagens. Ao conectar invocações a personagens, é possível atribuir essas habilidades a certos atributos a fim de aprimorá-los, com algumas magias sendo melhores do que outras para determinados stats. Além de aumentar os pontos de atributos, existe a possibilidade de adicionar afinidades elementais ao ataque, defesa e resistência.

Enquanto itens proporcionam um certo número de habilidades, de uma a nove são oferecidas aleatoriamente através do uso de Draw durante a batalha, dependendo da quantidade de pontos do atributo “mag” do personagem. Absorver magia é um processo lento que pode prolongar as batalhas caso o jogador opte por seguir esse caminho, mas muitos preferem apenas usar itens para conseguir o número necessário de skills. Felizmente, graças ao auxílio da opção de aumentar a velocidade do jogo adicionada através do Remastered, esse processo se tornou bem mais rápido.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

E é aqui que vêm a reclamação com o sistema de batalha: por causa do foco em magias sendo utilizadas para os atributos, muitas vezes jogadores passarão a maior tempo de combate usando ataques normais, que acabam sendo uma opção muito fraca em comparação aos jogos antecessores por causa da forma como atributos são calculados.

No início, você tem à sua disposição as invocações Quezacotl, Shiva e, após uma rápida dungeon, Ifrit. Os outros GFs são extras, sendo adquiridos através do Draw em alguns chefões ou missões paralelas.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Os Guardian Forces sobem de nível com APs ganhos ao final da batalha, obtendo assim novas habilidades além de experiência e pontos de atributo para o personagem. Adicionalmente, quando invocados, os GFs também servem de escudo para seus usuários, os protegendo até serem invocados completamente.

As armas também não têm muito efeito no dano final causado pelos personagens. Como já dito, os atributos é que fazem a diferença e, apesar disso, o jogador pode adquirir diferentes armas, porém essas servem apenas como melhorias para as padrões, o que é bem interessante. Além disso, armaduras não existem no jogo. Para uma boa defesa, são necessárias boas magias.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Caso seu HP seja baixo demais, é possível ativar durante as batalhas os “Limit Breaks” de cada personagem. Devido à forma do sistema, é comum que as batalhas contem com essas habilidades especiais sendo usadas repetidamente até que os inimigos sejam derrotados. No entanto, como a maior parte dos Breaks devem ser ativados pelo jogador, é mais um tempo extra às batalhas.

Como os atributos dos personagens são ligados às suas magias, poucos pontos de stats são recebidos através de níveis ganhos, sendo concedidos a cada 1,000 pontos de experiência.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

A cada nível ganho, inimigos ficam mais fortes. Enquanto essa ideia possa parecer boa em teoria, proporcionando um senso de desafio, além de itens e magias melhores podendo ser adquiridas de adversários derrotados, certas habilidades que impedem o ganho de pontos de experiência e de encontrar inimigos no mapa jogam essa ideia por água abaixo.

Com a habilidade “Card”, inimigos podem ser transformados em cartas que, ao serem derrotadas, não concedem experiência, mas ainda lhe permite ganhar APs para invocações. Junte isso com a habilidade de remover encontros aleatórios que a versão remasterizada oferece, e você pode passar o jogo inteiro com um nível baixo e chefes que não dão experiência.

Com um nível baixo e magias poderosas em atributos, você é capaz de se tornar invencível , quebrando toda a dificuldade que o jogo poderia oferecer.

Junte o level baixo, mais magias de alto nível nos status, e você literalmente se torna invencível pelo resto do jogo, quebrando assim qualquer possibilidade de dificuldade que o jogo poderia oferecer.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Devido a essas novidades em gameplay, Final Fantasy VIII é considerado por muitos como o jogo mais desequilibrado da série. Possibilitar que o jogador, por exemplo, compre magias extremamente poderosas através itens logo no início torna difícil manter o game equilibrado.

É hora do duelo 

Além de batalhas, jogadores também podem passar o seu tempo realizando missões paralelas que habilitam novas GFs ou áreas para explorar, como a Chocobo Florest, que é o único local em todo jogo onde você pode encontrar as adoráveis aves amarelas da série. 

Porém, o conteúdo opcional que mais chama a atenção no jogo e que tomará grande parte do seu tempo caso deseje completar em 100% ou queira quebrar game logo no início é o mini-game “Triple Triad”, um joguinho de cartas que apesar de começar simples se torna bem complexo ao decorrer da aventura.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Triple Triad é um jogo simples — cada jogador escolhe cinco cartas e, utilizando um “tabuleiro” com nove espaços, colocam suas cartas na mesa e batalham para ver quem consegue derrotar a carta adversária. É bem simples no começo e, com um pouco de prática e melhores cartas, não será estranho para os jogadores começarem a ganhar tudo. 

No entanto, o jogo possui diversas regras que surgem conforme você atravessa diversas regiões, exigindo que você fique de olho e preparado. Algumas regras acabam deixando o mini-game frustrante, sendo possível tentar cancelá-las com a ajuda da NPC “Rainha das Cartas”, mas as chances de ela cancelas uma regra são aleatórias.

Por que é preciso mencionar esse mini-game? Porque ele é uma forma alternativa de adquirir magias e itens poderosos logo no início do jogo, tornando-o um ótimo recurso que acaba com a utilidade da habilidade Draw.

Não tenha medo de mudar 

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Como já é de praxe com a série, Nobuo Uematsu mais uma vez retorna aqui para compor a trilha sonora do jogo. Ele decidiu dar continuidade ao seu trabalho com as músicas de Final Fantasy VII e dar um ar totalmente inovador às canções, sem muita referência aos títulos mais antigos. Isso foi útil para dar um charme especial ao oitavo game principal da franquia, com músicas muito boas, como “Don’t Be Afraid”, “Force Your Way”, e “Man with the Machine Gun”. Todas essas sendo bem diferentes do que veio antes, mas outro exemplo é “The Extreme” para aqueles que buscam uma sensação nostálgica.

A apresentação da história agora foca ainda mais em cutscenes e, sinceramente, essas cenas animadas não são ruins e, para a época, são surpreendentes, demonstrando um incrível salto em qualidade se comparado ao sétimo jogo. Algumas dessas cutscenes são, inclusive, interativas, permitindo que o jogador controle sua party durante a cena.

Infelizmente, essas cutscenes não foram melhoradas e nem tiveram resoluções atualizadas. Eu pude notar que a qualidade continua igual à do jogo original e algumas cenas apresentam uma lentidão em certas partes.

Screenshot de Final Fantasy VIII Remastered

Final Fantasy VIII Remastered é mais um ótimo título na série de RPGs da Square Enix, mas se você espera algo como Final Fantasy VII, você acabará se decepcionando. O jogo é único e tenta trazer mudanças para uma franquia que estava começando a parar no tempo. Não é difícil dizer que este jogo influenciou um pouco o futuro da série e mostrou aos criadores que nem sempre é preciso ficar preso às mesmas ideias de sempre. 


Apesar de alguns pontos negativos, como o sistema de junção e Draw sendo um pouco confuso para novatos, e a possibilidade de jogadores mais experientes desequilibrarem o jogo, Final Fantasy VIII Remastered ainda é uma experiência única para os fãs de RPG. 

Este é um título com ideias e aplicações únicas que ajudou a série Final Fantasy a garantir uma cara nova e se distanciar de outros rivais. Seu mundo futurístico é uma boa novidade e seus personagens são complexos e interessante de se observar. É uma excelente experiência seja você fã da série, ou apenas um novo jogador. 

Versão utilizada para análise: PlayStation 4

Compartilhe:
Tai
Tai
Estudante de jornalismo, fã de café e dono do canal Carinha que Joga. É um fã incondicional de Sonic, tendo Sonic Adventure 2 como seu jogo favorito de toda a franquia. Gosta de quase todos os estilos de games, sendo principalmente um grande fã de JRPGs. Breath of Fire IV e Final Fantasy VIII são 2 de seus RPGs favoritos. Também curte a série MGS, Blazblue, Persona, Megaman e outras.