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#DensetsuIndica: Demon’s Crest!

Imagem destacada de #DensetsuIndica 3

É halloween e também dia de mais um #DensetsuIndica. Logo, não poderíamos deixar passar a oportunidade de desta vez indicar um jogo apropriado para a época. Após muita indecisão, o jogo escolhido foi um clássico do Super Nintendo que apesar de seu protagonista/mascote ainda aparecer em jogos modernos como Marvel vs. Capcom Infinite, percebi que muitas pessoas não sabem de onde ele veio.

Logo de Demon's Crest

Demon’s Crest é a terceira parte da trilogia que começou com o jogo Gargoyle’s Quest de 1990, uma spin-off da popular franquia Ghosts ‘n Goblins (conhecida no Japão pelo título Makaimura). O jogo completa a história de Firebrand (uma das gárgulas vermelhas que apareceram pela primeira vez como inimigos de Arthur em Ghosts ‘n Goblins) e foi lançado em 1994 para o Super Nintendo (SNES).

Capa do jogo Demon's Crest
Capa norte-americana de Demon’s Crest.

Quando seis pedras mágicas caíram dos céus no reino dos demônios, várias guerras foram travadas em busca de possuir o poder elemental que cada pedra (chamadas de Brasões) continha. O demônio Firebrand se provou vitorioso sobre a maioria, conseguindo coletar cinco dos seis Brasões, deixando faltar somente um: o Brasão do Céu, que estava sob posse do dragão demoníaco Somulo.

Firebrand desafiou Somulo pelo brasão final e, após uma grande batalha, a gárgula conseguiu vencer o dragão, mesmo ficando gravemente ferido no processo. Aproveitando sua fraqueza, o arque-demônio Phalanx apareceu para roubar todas as pedras de Firebrand, conseguindo pegar todas menos uma: o Brasão do Fogo, que acabou despedaçado.

O nosso protagonista demônio Firebrand agora embarca em uma jornada para evitar que o auto-proclamado senhor do reino dos demônios e do mundo dos humanos Phalanx consiga o Brasão do Infinito e se torne invencível.

O vilão Phalanx e as pedras mágicas de Demon's Crest

Misturando elementos de jogos de plataforma e RPG, o título começa lhe jogando bem na ação. Sem aviso prévio, jogadores devem enfrentar logo de início o enorme dragão demoníaco Somulo. Você tem que, na hora, aprender o que pode fazer no controle do demônio Firebrand: andar, voar, cuspir bolas de fogo, e se agarrar em paredes. É uma forma bem menos sútil que alguns jogos da época empregavam para ensinar como jogar sem o uso de tutoriais, fazendo você enfrentar um chefão como a primeiríssima coisa do jogo.

Gif da primeira fase de Demon's Crest

Somulo, felizmente, não é difícil de derrotar, e assim que o dragão fica inconsciente, você se vê livre para continuar sua jornada que, assim como jogos da época, apresenta uma boa jogabilidade bem desafiadora e viciante com diferentes finais.

Você encontrará vários inimigos com diversas habilidades, e algumas partes do cenário podem ser destruídas com uma cabeçada de Firebrand. Seu objetivo é encontrar todos os Brasões restantes (Terra, Ar, Água, Tempo e Céu) e os outros quatro fragmentos de seu Brasão do Fogo. Cada fragmento garante uma habilidade diferente:

Brasão do Fogo de Demon's Crest

Brasão do Fogo: foi despedaçado e permite ao seu usuário controle sobre… bem, o fogo, né. Cada fragmento encontrado irá aumentar o dano de bolas de fogo e dar acesso a novas habilidades.

 

Brasão da Terra de Demon's Crest

Brasão da Terra: faz com que Firebrand se transforme em “Ground Gargoyle”, lhe permitindo destruir estátuas e rochas e também tirar objetos pesados de seu caminho. Esta forma impede o demônio de voar.

 

Brasão do Ar de Demon's Crest

Brasão do Ar: permite controle sobre o vento, transformando Firebrand em “Aerial Gargoyle”. Nessa forma, Firebrand ganha a habilidade de voar na horizontal e vertical, também podendo usar rajadas de vento para cortar vinhas em seu caminho.

 

Brasão da Água de Demon's Crest

Brasão da Água: Ao se transformar em “Tidal Gargoyle”, Firebrand perde sua habilidade de voar mas ganha a de nadar e respirar debaixo d’água.

 

Brasão do Tempo de Demon's Crest

Brasão do Tempo: com o poder do tempo, transforma Firebrand em “Legendary Gargoyle”, fazendo sua pele dura como aço e tornando-o mais resistente e seus ataques mais poderosos.

 

Brasão do Céu de Demon's Crest

Brasão do Céupossui os poderes de todas as outras pedras, transformando Firebrand em “Ultimate Gargoyle”. Ela não pode ser usada no jogo normal como as outras.

 

Além dos Brasões, jogadores também poderão fazer uso de vários feitiços, poções e talismãs.

O que chama bastante atenção em Demon’s Crest é o estilo de arte “dark” e detalhado que o jogo traz principalmente em seus chefões, mas também para os gráficos muito bons para jogos da época.

Dê uma olhada em alguns dos intimidantes chefões que o jogo tem a oferecer:

Somulo

Somulo de Demon's Crest

O poderoso dragão demônio. Caso esteja se perguntando o porquê de seu estado não-tão majestoso, ele ficou assim após sua batalha contra Firebrand.

Grewon

Grewon de Demon's Crest

Um lobo enorme que se alimenta de demônios, capaz de respirar um forte veneno.

Arma

General Arma de Demon's Crest

Um dos mais poderosos do reino dos demônios, rivalizando Firebrand. Ele é o general das tropas de Phalanx e desafia o protagonista três vezes ao decorrer do jogo.

Phalanx

Phalanx em Demon's Crest

O antagonista principal do jogo, Phalanx incendeia o reino dos demônios, os salva e culpa Firebrand pela destruição. Ele busca invocar o Brasão do Infinito para se tornar invencível.

Demon’s Crest é um dos melhores jogos de plataforma do Super Nintendo, com uma das histórias mais diferentes, permitindo que jogadores assumam o papel de um vilão que não está exatamente preocupado em salvar o mundo.

Se tivesse sido lançado hoje em dia, dá pra imaginar que alguns sites e pessoas por aí que gostam de ficar comparando todo jogo difícil a Dark Souls da desenvolvedora From Software diriam “é como Dark Souls só que de plataforma”. Fãs de jogos da época como Super Metroid Castlevania podem se interessar pela jogabilidade e o estilo de arte “gótico” de Demon’s Crest.

O jogo apareceu no Super Nintendo e, até hoje, continua acessível apenas para essa plataforma, aguardando pelo dia em que a Capcom irá se lembrar de suas franquias mais antigas e revivê-lo para consoles atuais.

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Minato
Aspirante a escritor e jornalista. Minato é um amante de jogos, cinema, seriados, histórias em quadrinhos, música e tudo relacionado ao Japão. É uma fábrica de ideias que está sempre produzindo cada vez mais, apesar de não colocar nem metade em prática. Seus jogos favoritos são Persona 3, Okami, Steambot Chronicles, Shin Megami Tensei: Nocturne, Portal 2 e a série Kingdom Hearts.