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Crônicas de um PS2: a égua, o garoto e o colosso – Shadow of The Colossus

Olá, pessoal! Tudo bem? Sou o Tovar, do site Nintendo Lovers e venho neste artigo falar sobre um dos jogos que está no meu Top 1 “roubado” (sim, tenho vários jogos no meu Top 1).

Comprei meu PS2 tardiamente, acredito que em 2007, quando já existia até o PS3 lançado. Por isso, contei com toda a biblioteca de jogos de um dos consoles mais ecléticos e fantásticos de todos os tempos. P-Coração é sim um dos melhores consoles de todos os tempos. E essa piada foi ruim demais! Se você não entendeu, não se esforce, por favor.

Voltando ao assunto deste post, em minha busca para jogar os grandes jogos do console no menor tempo possível, me deparei com um título do qual nunca ouvira falar: Shadow of the Colossus. Pesquisei sobre o jogo e vi diversos sites, artigos, reviews de usuários dizendo que era um dos grandes jogos do PS2, o que atiçou a minha vontade de jogá-lo. Pois bem! Joguei e a experiência foi incrível.

Todavia, meu amigo leitor, se você esteve em uma caverna por todos esses anos, vou te contar bem brevemente a sinopse dele: você é um jovem que está levando uma garota morta em seu cavalo. Não se sabe o nome deles (algo que é revelado somente nos créditos do jogo), qual a relação entre os dois (irmãos, namorados, casados etc), não se sabe absolutamente nada, e ao longo do jogo você não descobrirá nada sobre eles.

O garoto repousa a menina morta em uma espécie de altar de um templo, algo que lembra um templo de uma civilização antiga (como eram, por exemplo, os Astecas). Eis que uma voz o chama e diz: “ô mô fio! Suncê quer reviver a ziminina? Mata 16 colossus que o véio aqui vai ti ajudá a ressuscitá a cabocla”.

Dito e feito! Lá vamos nós para a aventura contra os 16 colossus! Contando apenas com a ajuda de sua espada e de sua égua (chamada Agro), você sai em busca das arenas onde serão realizadas as batalhas. O mundo é aberto e, conforme você acelera a sua cavalgada, a câmera vai afastando e faz um enquadramento cinematograficamente lindo. Durante todo o caminho até o destino, você conta basicamente com o som ambiente e o som do galope.

Wander e sua égua Agro

Não, o jogo não tem inimigos durante o trajeto, não tem level de personagem (você evolui apenas stamina e life), o jogo é simplesmente você, sua égua e sua missão. São dezesseis inimigos e só, nada mais!

E o primeiro deles, Valus, é um gigante com um tacape. E já nessa hora você descobre que ele é, na verdade, um imenso puzzle. Você terá que descobrir como derrotá-lo, pois cada batalha de agora em diante será completamente diferente uma da outra. Cada colosso tem sua forma específica para ser abatido, a ponto de cada um tornar-se inesquecível.

Quando você derrota o Valus é memorável e ao mesmo tempo melancólico. Ele cai ali, sem vida, triste! Ele não era agressivo, ele não te atacou (exceto quando você o ataca), ele não representava nenhuma ameaça para o mundo ou para você; ele estava apenas vivendo a vida dele.

Valus e Wander

A forma como a câmera registra a morte (focando no rosto do colosso) é magistral e faz com que, em meio a um momento de alegria e euforia por ter conseguido superar o primeiro desafio, você reflita se o que está fazendo é realmente correto. É uma vida que se perdeu e a câmera deixa isto claro. Ele nada fez para merecer aquele destino trágico. O único pecado dele foi estar vivo quando o objetivo de um jovem era matar dezesseis seres para reviver apenas um. Diferentemente de outros jogos, nessa hora eu estava me sentindo o vilão.

Tristeza superada, agora é bola pra frente. Vamos em busca do segundo, terceiro e assim por diante. Algumas batalhas épicas se sucedem, as quais destaco a do Colosso “Avion” (espécie de ave. Este é meu preferido!) e Gaius (é gigantesco e possui uma espada igualmente gigante).

Avion  Gaius

A música é muito bem aplicada para os momentos de ação. Ela começa a tocar de forma empolgante justamente quando você consegue subir nos inimigos, ou seja, exatamente quando a ação começa.

A interação com a Agro (lembra? A eguinha?) é também impressionante. Você sente ela se machucar, sente o peso dela. Houve um estudo grande sobre os comportamentos de um cavalo, o que foi, na minha opinião, brilhantemente implementado no jogo. Porém, muitas pessoas acham que há problemas nesse quesito, opiniões que também respeito.

Wander e sua égua Agro

Enfim, Shadow of the Colossus é um jogo lindo, competente e fantástico. Possui falhas? Com certeza! Como qualquer jogo, porém, na minha opinião, seus defeitos não atrapalham em nada a experiência com o jogo. Um dos melhores jogos já feitos (e refeitos) de todos os tempos.

Em respeito aos leitores que ainda não jogaram (tendo em vista o recente remake que eu comprei e rejoguei), não contarei o final da aventura. Afinal, não sou eu quem estragará a sua experiência, não é?

Obrigado por ler até aqui e um grande abraço a todos!


Sobre o autor

 

Tovar é podcaster e escritor no site Nintendo Lovers. Ele se considera um Nintendista desde os 8-bits. É fã de The Legend of Zelda, Donkey Kong, Mario, Mega Man, etc. Mas também teve outros consoles ao longo da vida, como Sega Saturn, Master System, PS2 e PS4.

Site: Nintendo LoversTwitter: @nintendolovers_

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Densetsu
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