HOME > Outros > Entrevistas > Myridian: The Last Stand, um indie com cara de jogo japonês | #BGS2019

Myridian: The Last Stand, um indie com cara de jogo japonês | #BGS2019

Myridian-the-last-stand-capa

Uma de nossas missões na Brasil Game Show 2019 foi encontrar jogos indies com aquela carinha de jogo japonês. Dentre os muitos jogos expostos na Avenida Indie do evento, sem dúvida o que mais chamou nossa atenção foi Myridian: The Last Stand.

Nossa equipe realizou uma entrevista com os desenvolvedores na feira e pudemos saber um pouco mais sobre os detalhes do game que já está sendo produzido há 2 anos por um grupo de profissionais de diversas áreas que compartilham a paixão por jogos.

A equipe de desenvolvimento do jogo é composto pelo programador Evandro Millian, que nos cedeu uma ótima entrevista; Thiago Antonietto, responsável pela bela trilha sonora do game; Armando Ribeiro, idealizador da história e de toda a mitologia do jogo; Edgar “Ed” Akiyama, descrito pela própria equipe como “o cara da arte” que produziu a pixel art do título; Rudi Gude como animador do gameplay e Rogério Serra, comandando toda a parte jurídica da equipe.

myriad-the-last-stand-gameplay

Com gráficos em pixel art muito bem trabalhados e muita criatividade, o jogo apresenta uma jogabilidade de combates competitivos em plataforma entre dois grupos compostos de três jogadores. Além disso, o título também oferece missões single-player e um modo cooperativo com a história principal, valorizando a interação entre os jogadores enquanto avançam na campanha.

Inicialmente o game oferece oito personagens jogáveis baseados em animais, como um leão paladino com habilidades de cura para seus companheiros, uma águia franco-atiradora e um gato ninja.

Haverá também a possibilidade de desbloquear novos personagens em um sistema muito interessante onde chefes distintos estarão disponíveis em diferentes temporadas dentro do jogo. Ao combinar suas forças com os outros jogadores, você terá a chance de derrotar o chefe daquela temporada e salvar o “Rei”, que se torna um personagem jogável caso a equipe obtenha sucesso. Entretanto, em caso de derrota, o rei que poderia ser um novo personagem acabará por tornar-se o inimigo da temporada seguinte.

Myridian-the-last-stand-personagens

O jogo também oferecerá ao jogador a liberdade de criar diferentes estilos de jogo com cada personagem ao construí-los distribuindo seus pontos de habilidade de maneira que se adapte melhor ao seu estilo de jogo.

Tivemos a oportunidade de testar o gato ninja que na versão disponível na feira possuía as bases de “Assassin”, “Thief” e “Thug”, cada uma delas com suas peculiaridades. Essas características serão as peças chave para estabelecer o meta-game do jogo, incentivando o jogador a se preparar para suas missões de acordo com a sinergia de sua equipe e os inimigos a serem enfrentados.

Assim que avistamos o estande do jogo na seção indie do evento, ficou implícito que a obra tinha influências de jogos japoneses. Essa impressão foi confirmada com a equipe de desenvolvimento que, quando questionada sobre suas principais influências, revelou inspirações nos populares Castlevania: Symphony of the Night e Mega Man.

Quando perguntados sobre o escopo do lançamento do jogo, a equipe disse que pretende atingir o público global mas que questões como localização para outros idiomas e data de lançamento para o beta ainda não foram completamente definidas.

Myridian-the-last-stand-estande

Da mesma forma, existe um interesse em lançar o jogo para várias plataformas, mas que no momento não é o foco dos desenvolvedores, que mantiveram seu trabalho voltado para dispositivos móveis.

Myridian: The Last Stand será lançado para dispositivos Android e iOS mas ainda não possui data ou janela de lançamento. O jogo possui uma página de financiamento coletivo no Catarse para quem quiser contribuir com o desenvolvimento.

Confira o vídeo promocional do game abaixo:

Compartilhe:
Willyan Cavalcanti
Willyan Cavalcanti
Paleógrafo, agente de imigração aérea e escritor. Completamente apaixonado por cultura asiática como um todo, especialmente japonesa e chinesa. Budista mais desequilibrado da face da terra que joga Splatoon 2 como se fosse uma final de copa do mundo e chora lendo mangás desconhecidos. Morre de amores por Persona, Splatoon, Love Plus e Pokémon.